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  • Foto do escritorIrmãs Franciscanas do Cristo Rei

CELEBRAÇÃO DOS 60 ANOS DE PRESENÇA EM SOLO BRASILEIRO

Em sua infinita bondade, o Senhor Deus nos chamou a vida e nos convidou a participar da construção de seu Reino, por meio de uma vocação especial na Igreja e no mundo: a Vida Religiosa Consagrada. Este dom, nós o levamos, como reza o Apóstolo, em vasos de barro (2 Cor 4,7) e o celebramos com o coração agradecido, por reconhecermos sua misericórdia que transborda sobre nós. É dádiva concedida pelo Criador, sermos partícipes do seu plano de amor, na propagação do seu Reino de justiça e paz.

Em clima de profunda gratidão e alegria, a família Religiosa das Franciscanas de Cristo Rei, celebrou no último dia 3 de maio, o Jubileu de Diamantes. A missa foi rezada no Santuário dedicado ao primeiro Santo genuinamente brasileiro, Frei Antônio de Santana Galvão, em Guaratinguetá, SP. O local foi escolhido por ser espaço da sagrada simplicidade franciscana, do acolhimento, da oração e da manifestação da fé do povo.

A festividade Jubilar foi precedida pelo Retiro Espiritual anual da Congregação, realizado na Sede da Delegação Maria Imaculada, em Rio Grande da Serra, SP, com assessoria de Frei José Clemente, da OFM. Tempo de graça, onde as Religiosas tiveram o privilégio de rezar o chamado vocacional, refletir a caminhada à luz do Evangelho de Jesus Cristo, renovando o compromisso que o Senhor lhes confere, o de "ser mulheres da aurora no anúncio da Boa Nova".



Ao comemorar a festa dos 60 anos de presença e missão no Brasil, as Irmãs fizeram memória, resgatando a história, a caminhada e a fé em Jesus Cristo, o Rei do Universo e Servo do Pai, que sempre esteve ao seu lado, conduzindo-as com ternura e amor.

Em 3 de maio de 1963, atentas e abertas a inspiração do Divino Espírito Santo, as primeiras Irmãs Franciscanas de Cristo Rei oriundas da Itália (Irmã Serafina, Irmã Carmelita e Madre Clara), chegaram ao Brasil, precisamente na cidade de Joinville, SC.

Motivadas pelos apelos que clamavam por uma Igreja em saída, a partir das reflexões do Concílio Vaticano II, duas audaciosas Irmãs acompanhadas pela Madre, lançaram-se em missão, assumindo o solo brasileiro como campo evangelizador, na confiança de que, o Senhor as sustentaria na árdua e desconhecida caminhada.

Ao longo destas seis década, a história foi sendo construída em meio às superações, no enfrentamento de muitos desafios e na firme certeza, de que o Mestre sempre se fez presente, fortalecendo e conduzindo os passos da família religiosa, nos diferentes campos de atuação.

São tantos os espaços onde a Missão foi abençoada e regida por Deus. Territórios sagrados, geográficos e humanos, onde o Amor Divino armou sua renda, fez morada e ofereceu sustento. Ali, a fidelidade produziu frutos de vida e vida em plenitude.

Como foi bela a celebração jubilar do amor, no Santuário de Frei Galvão. Um destaque especial pela representação do Conselho Geral da Congregação presente na festividade, o que fortaleceram ainda mais este espírito de unidade com toda a Congregação, bem como a participação de um grupo de leigos "Sementes do Reino" e de outras pessoas simpatizantes do carisma franciscano e do modo de ser e viver das Irmãs Franciscanas de Cristo Rei. Foi realmente a expressão da comunhão com toda a Igreja.



Os leigos representaram todas as famílias, as juventudes, crianças, adolescentes, homens e mulheres, que ao longo desses anos de missão foram e são acompanhados e auxiliados pelas Religiosas, por meio dos movimentos sociais, na luta pela garantia do pão de cada dia, na catequese da fé e nas celebrações comunitárias. Trouxeram presente à memória, os projetos educacionais, as lutas por saúde, moradia, terra e trabalho, as escutas acolhedoras no amparo das fragilidades humanas.

No altar do Senhor cada irmã pode oferecer, na sua simplicidade de vida e na riqueza da sua vocação, seu hino de gratidão e louvor por tudo o que de Deus recebeu. Foi uma celebração marcada pela singeleza e pelo acolhimento, presidida por Frei José Clemente e concelebrada por Frei Gilson (OFS), Pároco do Santuário.

Ao entoar o hino de gratidão à Nossa Senhora, pela sua constante proteção e maternal presença ao longo desta caminhada, cada Irmã pode também renovar o dom da Consagração ao Senhor, colocando novamente sua vida a dispor do Mestre para que Ele continue a nos fazer discípulas e missionárias audaciosas, no anúncio do seu Evangelho e na vivência do seu Projeto junto aos pequeninos do Reino.


Paz e Bem!



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